Saudade deles

Outubro 22, 2009 at 3:43 pm (Pessoal)

Eu sempre vou pensar o quanto fui precipitada, quando dizia que estavam exagerando e que logo, logo estariam em casa, pra começar tudo de novo. Sempre nos dando preocupações e alegrias ao mesmo tempo.

Estou com tanta saudade..estou nostálgica.

É impossível lembrar deles, sem vincular às imagens tristes da decadência.

É impossível não fazer uma retrospectiva, sabendo que há muitos anos estive nos braços de alguns ou brincando e escalando com outros, e agora eles não estão aqui para discutir as coisa de gente grande, a política da cidade,  para me perguntarem sobre a minha vida longe deles e me cobrarem um neto!

Menos bençãos recebidas uma vez por mês. Menos ligações pra saber como estão.

Eu sempre fui tão conformada. Mesmo sabendo que eles tinham medo, eu não tive medo.

Eu fiz companhia, eu emprestei um casaco quando necessário, eu até ajudei a fazer a barba.

E no fim, luvas para tocar-lhes e um adeus (com esperança de retorno). E no fim, tentativa de encontrar assunto, tentativa de manter a memória intacta.

Chamaram meu nome todas as vezes. E eu carregarei, definitivamente, o peso e a satisfação de ser, e não apenas ter sido, o orgulho, a mais velha, a desatenta que sempre os amará.

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HonorArtes

Outubro 16, 2009 at 7:00 pm (Pessoal)

O site HonorArtes está com novas atualizações!

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HonorArtes

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Abstração enfim…

Setembro 16, 2009 at 7:42 pm (Pessoal)

Hippie

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Eu sei, mas não devia (Clarice Lispector)

Setembro 10, 2009 at 3:44 pm (Pessoal)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos
e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro,
para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber,
vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na
primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se com a pessoa que a gente ama, a noite ou no fim de semana , não há
muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque
tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.

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Quem foi?

Setembro 3, 2009 at 6:53 pm (Pessoal)

Preste bastante atenção!

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Vc faz xixi no banho?

Setembro 2, 2009 at 12:11 pm (Pessoal)

Tenho um site muito legal e interessante pra recomendar: http://www.xixinobanho.org.br/

Parece sacanagem, mas garanto que não é. É mais importante do que se supõe.

Xixi no banho

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Preciso de um divã

Setembro 1, 2009 at 5:57 pm (Pessoal)

Minha pretensão não é colocar fim em algo que não começou.
Mas o que fazer quando começamos a sofrer demais, a dormir de menos, a ser emocional demais e racional de menos?
Meu irmão emprestado me disse: “vc tá abafada..”
E eu respondi: “tô precisando de um divã..”
Mas pra quê?
Assim vou ter dinheiro pra viajar? Creio que não.
Assim vou tomar posse dos sentimentos dos outros? Absolutamente não!
Nem mesmo vou poder voltar a ir no meu santo forró de quinta-feira.
E eu li hoje que, “falar de amor não é amar”,  pensei –
..ai que bom!”, a melhor parte é que odiar é menos complexo que gostar! Assim eu fiquei bem mais tranquila.
E garanto que pensei em tudo isso enquanto lia as 6 palavras.

Então, o que é que vale a pena?
Continuar a dizer..”você não sabe de nada!”
Ou entregar todos os motivos para gerar desconfiança e questionamentos maiores ainda?

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Retrato falado

Agosto 28, 2009 at 3:08 pm (Pessoal)

Faça seu próprio retrato falado com o site: http://www.pimptheface.com/

Eu não me saí muito bem fazendo o meu..huahuaau

retrato falado

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Animação

Agosto 27, 2009 at 3:13 pm (Pessoal)

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Suspirando

Agosto 20, 2009 at 7:54 pm (Pessoal)

Meio boba..meio encantada!
Dá saudade, dá vontade de cobrar, dá vontade de sumir.
Vontade de saber se é verdade ou se nem tudo é verdade.
Sutilmente se tranformou em mania, ansiedade, motivação.
Se transformou em música, tentativa de declaração.

Meio feliz..meio assustada!
Dá vontade de gritar, dá vontade de perguntar, dá vontade de desiludir.
Vontade de saber se é mentira ou se nem tudo é mentira.
Inusitadamente se transformou em frases perfeitas.
Se tranformou em medo,  coração acelerado.
Se tranformou em sonho, encontro arriscado.

Meio sofrida..meio atirada!
Dá vontade de pensar, dá vontade de tentar, dá vontade de fingir.
Vontade de saber se é verdade ou se é tudo mentira.
Inconscientemente se tranformou em calmaria, passagem, doideira.
Se tranformou em silêncio, em suspense.
Se tranformou em espera que a ninguém convence.

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